Mestre Fausto Martins de Carvalho, 80 anos e 65 de judo: o primeiro português com o 9.º Dan reconhecido a nível internacional
Em Portimão, durante o Campeonato da Europa de Veteranos, o mestre de Coimbra, antigo presidente da Federação Portuguesa de Judo e presidente da Comissão Nacional de Graduações, recebeu das mãos do presidente da EJU o certificado que reconhece oficialmente o seu 9.º Dan. Contamos o percurso de um homem que passou por quase todos os […]
Em Portimão, durante o Campeonato da Europa de Veteranos, o mestre de Coimbra, antigo presidente da Federação Portuguesa de Judo e presidente da Comissão Nacional de Graduações, recebeu das mãos do presidente da EJU o certificado que reconhece oficialmente o seu 9.º Dan. Contamos o percurso de um homem que passou por quase todos os papéis do judo.
Um momento histórico no Portimão Arena
No sábado, 24 de outubro, durante o Campeonato da Europa de Veteranos 2026, no Portimão Arena, o Mestre Fausto Martins de Carvalho recebeu o certificado que reconhece oficialmente o seu grau de 9.º Dan. A entrega foi feita pelo presidente da União Europeia de Judo (EJU), Dr. Tóth László. Segundo a EJU, o Mestre Fausto é o primeiro judoca português a obter este reconhecimento internacional.
A distinção chega num ano de marcos pessoais. Em 2026, o Mestre Fausto completa 80 anos, 65 anos desde que começou a praticar judo, em 1961, e 60 anos desde que ganhou o seu primeiro título nacional de juniores. A fotografia divulgada pela EJU reúne-o ao presidente da EJU e ao presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), Sérgio Pina.
EM SÍNTESE
• Quem: Mestre Fausto Martins de Carvalho, 80 anos, de Coimbra.
• O quê: entrega do certificado que reconhece oficialmente o 9.º Dan, segundo a EJU, o primeiro português com esse reconhecimento internacional.
• Quando e onde: 24 de outubro de 2026, Campeonato da Europa de Veteranos, Portimão Arena.
• Quem entregou: o presidente da EJU, Dr. Tóth László.
• Cargos: antigo presidente da FPJ; presidente da Comissão Nacional de Graduações (relatório da FPJ de 2025).
• Percurso: judo desde 1961, campeão nacional de juniores e de seniores, internacional, treinador de olímpicos.
«A consequência de uma série de acontecimentos ao longo da vida»
À EJU, o Mestre Fausto descreveu o momento como o ponto alto de um percurso: um reconhecimento de todo o trabalho feito ao longo dos anos, como atleta, árbitro, oficial e treinador. Disse sentir um grande orgulho, mas fez questão de sublinhar que o caminho nunca foi feito sozinho, lembrando os mestres que o formaram, em Portugal e no estrangeiro, e todos os que contribuíram para a sua evolução.
“É o culminar de uma série de acontecimentos ao longo da minha vida, em particular do meu percurso no judo. É um momento que me enche de orgulho, porque representa o reconhecimento de todo o trabalho realizado ao longo destes anos, como atleta, árbitro, oficial e treinador.” — Mestre Fausto Martins de Carvalho (tradução do IPPONZITO, a partir da EJU)
Um 9.º Dan nacional e um reconhecimento internacional
O 9.º Dan do Mestre Fausto não é novidade em Portugal. Já em 2023, o jornal Campeão das Províncias apresentava-o como detentor do 9.º Dan e membro de um grupo restrito de três mestres com a mais alta graduação do judo nacional, ao lado de Bastos Nunes e Costa Matos. O que a EJU assinala agora é o reconhecimento oficial e internacional desse grau, e é por esse motivo que o descreve como o primeiro português a consegui-lo.
Segundo a EJU, o processo de reconhecimento da IJF pesou também a dimensão cultural do judo: o Mestre Fausto submeteu trabalhos sobre a história, a filosofia e a cultura da modalidade. Para ele, o judo é um meio de desenvolvimento pessoal assente em princípios sociais, culturais, filosóficos e morais.
“O judo é, como tantas vezes dizemos, muito mais do que um desporto, mas temos de saber vê-lo assim e, sobretudo, praticá-lo de acordo com esses princípios. Não basta ter os valores escritos numa parede. Temos de os viver todos os dias.” — Mestre Fausto Martins de Carvalho (tradução do IPPONZITO, a partir da EJU)
Da paixão pelos livros de aventuras ao tatami
O percurso começou por curiosidade. Aos 15 anos, o Mestre Fausto era um jovem leitor de romances de aventuras e policiais, onde encontrava referências a técnicas de defesa pessoal. Foi essa curiosidade que o levou ao judo. «Quando comecei, percebi que não era exatamente o que tinha imaginado, mas gostei e continuei, e cá estou, tantos anos depois», recordou à EJU, a sorrir.
Num artigo ao Campeão das Províncias, em 2023, contou como era o judo em Coimbra nos primeiros tempos: tinham um mestre que vinha ao fim de semana, mas nem sempre podiam pagar-lhe a viagem e a estadia. Estudavam livros e tentavam recuperar os ensinamentos que o mestre lhes transmitia. Percebeu então que, para evoluir, teria de sair do país, e passou cerca de 30 anos a fazer estágios em França e Espanha, sobretudo em França, ocupando as férias. «Sacrifiquei muitas coisas e muitas pessoas próximas», disse.
Quase todos os papéis do judo
A biografia publicada pelo Judo ACM mostra o alcance da sua carreira. Como competidor, foi campeão nacional de juniores e de seniores e internacional júnior, sénior e universitário. Como treinador, é treinador de III Grau, com atletas nos Jogos Olímpicos de 1992, 2000, 2004 e 2008 e vários campeões nacionais e internacionais em todos os escalões. Foi técnico da Associação Académica de Coimbra, do Judo Clube do Algarve, de um clube de Odense, na Dinamarca, e da ACM de Coimbra, e técnico formador de cursos de treinadores.
Na arbitragem, foi árbitro nacional e internacional e formador em cursos de árbitros. No movimento associativo, presidiu à Secção de Judo da Académica, fundou e presidiu à Associação Distrital de Judo de Coimbra, fundou o Judo Clube do Algarve e a Associação Distrital de Judo de Aveiro, integrou a direção do Comité Olímpico de Portugal e o Conselho Diretivo da Academia Olímpica de Portugal. Foi presidente da direção da FPJ, membro do seu Conselho Técnico e é presidente da Comissão Nacional de Graduações, cargo que consta do relatório anual da FPJ de 2025, aprovado em março de 2026, com a indicação de 9.º Dan.
Fora do tatami, é também o presidente da Associação Cristã da Mocidade (ACM) de Coimbra, instituição que, em 2018, completou 100 anos. Em 2019, durante a gala do 60.º aniversário da FPJ, em Coimbra, recebeu do secretário de Estado da Juventude e do Desporto a Medalha de Honra e Mérito Desportivo, atribuída pelo Governo.
Portimão, um lugar com significado
A EJU sublinha que o reconhecimento ter acontecido em Portimão acrescenta uma dimensão emocional. Embora o seu nome esteja associado ao judo de Coimbra, o Mestre Fausto teve um papel importante no desenvolvimento da modalidade no Algarve, numa altura em que o judo tinha uma presença limitada na região. Com o apoio de vários colaboradores, ajudou a criar um projeto que produziu atletas de elevado nível competitivo.
Entre os nomes que destaca estão Sandro Godinho, que competiu em duas edições dos Jogos Olímpicos, César Nicola, antigo atleta e atual árbitro internacional, e o filho, Nuno Carvalho, que começou a praticar judo aos cinco anos.
“Quando cheguei ao Algarve, o judo ainda estava relativamente pouco desenvolvido. Conseguimos começar a trabalhar com pessoas que acreditavam no projeto. Esse trabalho produziu atletas de grande qualidade. Por tudo isto, receber esta distinção aqui, em Portimão, torna-a ainda mais especial.” — Mestre Fausto Martins de Carvalho (tradução do IPPONZITO, a partir da EJU)
O orgulho de formar gerações
É ao falar dos antigos atletas que o Mestre Fausto mostra uma satisfação especialmente funda. Entre os presentes no Europeu de Veteranos estão pessoas que treinaram sob a sua orientação e continuam ligadas ao judo. Um exemplo é o filho, Nuno Carvalho, antigo atleta e atual membro da Comissão de Arbitragem da EJU, presente em Portimão no exercício das suas funções, segundo a EJU.
“Espero que este grau sirva também de referência a todos os que trabalharam comigo ao longo dos anos. Os resultados que alcançaram são fruto do esforço coletivo, de grande dedicação e de exigência, mas também de uma enorme harmonia e de uma compreensão profunda das capacidades de cada um.” — Mestre Fausto Martins de Carvalho (tradução do IPPONZITO, a partir da EJU)
O que significa um 9.º Dan
No judo, os graus de mestria são os dan, e o 9.º é um dos mais altos que se podem atingir. A propósito de Kiyoshi Kobayashi, que chegou ao 9.º Dan, o jornal A Bola descreve-o como a segunda graduação mais alta do judo, detida por menos de dez judocas a nível mundial. Mesmo sem repetir números, que variam com os anos e com as fontes, o essencial é este: chegar a um 9.º Dan reconhecido é o resultado de décadas de prática, ensino, contributo para a modalidade e, como mostra o caso do Mestre Fausto, de trabalho teórico sobre a história, a filosofia e a cultura do judo.
Em Portugal, o grau mais alto era, até recentemente, privilégio de poucos. Em janeiro de 2024, quando morreu José Bastos Nunes, aos 86 anos, A Bola recordava-o como detentor do 9.º Dan, «a maior graduação existente no judo luso», discípulo e assistente de Kobayashi durante mais de 50 anos, e antigo presidente da comissão de graduações da FPJ. Em 2023, o Campeão das Províncias citava o grupo de três mestres de 9.º Dan formado por Bastos Nunes, Costa Matos e Fausto Carvalho.
O judo português que o Mestre Fausto conheceu
Para perceber o alcance dos 65 anos de judo do Mestre Fausto, é preciso recuar ao judo português dos anos 60. Segundo A Bola, o mestre japonês Kiyoshi Kobayashi chegou a Portugal em 1957 para ficar dois anos e ficou quase cinco décadas. Em 1959 promoveu o nascimento da Federação Portuguesa de Judo, e dois anos depois, com ele como treinador, uma comitiva portuguesa participou pela primeira vez num Campeonato do Mundo. O Mestre Fausto começou a praticar em 1961, no mesmo ano em que essa primeira seleção competia, e ganhou o primeiro título nacional de juniores em 1966.
Era um judo de poucos recursos. O próprio Mestre Fausto recordou, em 2023, que em Coimbra tinham um mestre que vinha ao fim de semana, mas nem sempre havia dinheiro para pagar a viagem e a estadia, e que estudavam livros para recuperar o que o mestre ensinara. Dessa escassez nasceu a decisão de sair do país para evoluir, e uma ligação de cerca de 30 anos aos estágios em França e Espanha. Hoje, o judo é, segundo A Bola, a par da vela, a segunda modalidade que mais medalhas olímpicas deu a Portugal, e o caminho percorrido entre aquelas salas improvisadas e o pódio olímpico tem muito de pessoas como o Mestre Fausto.
Presidente da Comissão Nacional de Graduações
O relatório anual da FPJ de 2025, aprovado em assembleia geral a 28 de março de 2026, indica o Mestre Fausto Martins de Carvalho, 9.º Dan, como presidente da Comissão Nacional de Graduações, órgão designado pela federação. A comissão é a que acompanha o sistema de graus do judo nacional, e a sua presidência exige exatamente o tipo de autoridade técnica e histórica que o Mestre Fausto reúne. Em 2019, ao participar na gala dos 60 anos da FPJ, em Coimbra, já era descrito pela imprensa regional na qualidade de presidente do Conselho Nacional de Graduações.
É curioso notar que a mesma função foi exercida, antes dele, por José Bastos Nunes, segundo A Bola: o judo português tem em quem passou a vida a ensinar e a avaliar o mérito dos outros uma linha de continuidade que vem dos tempos de Kobayashi.
A ACM de Coimbra: «a menina dos meus olhos»
Fora da federação, o Mestre Fausto é, há mais de uma década, o presidente da Associação Cristã da Mocidade (ACM) de Coimbra. Na entrevista ao Campeão das Províncias, em 2023, descreveu-a como «a menina dos meus olhos». A ACM foi criada em 1918 e o seu edifício foi projetado pelo arquiteto Raul Lino. Segundo o Mestre Fausto, a génese da associação é formar boas pessoas, incutir valores e humanidade, e o desporto veio depois, com as secções. Contava então com 25 secções e cerca de 700 praticantes.
Nessa entrevista, explicou que estava há 13 anos na direção, que quando assumiu a presidência a situação financeira não era fácil e que a pandemia trouxe novas dificuldades, vencidas sem prejudicar nenhum trabalhador. Falou do campo de Foz de Arouce, doado pelo Conde de Foz de Arouce, que serviu de apoio a retornados das ex-colónias e, mais recentemente, a refugiados ucranianos, e do apoio do município na reabilitação da sede. Em 2018, a instituição completou 100 anos.
“A questão da formação do ser humano, do indivíduo, nunca deixou de ser uma preocupação.” — Fausto Martins de Carvalho, ao Campeão das Províncias (2023)
Foi também a ACM de Coimbra que divulgou nas suas redes sociais a distinção ligada ao Campeonato de Portimão.
O cenário: o maior Europeu de Veteranos
O reconhecimento aconteceu num palco à altura. O Europeu de Veteranos de Portimão decorre de 22 a 25 de outubro, com judocas a partir dos 30 anos, e reúne, segundo o Barlavento, 1.415 atletas de 36 países, apresentado como recorde de participação (a IJF lista 1.395 competidores, e o Judo ACM fala em mais de 1.200). Foi organizado em colaboração pela FPJ, pela EJU, pelo Município de Portimão e pelo Judo Clube de Portimão, que organiza desde 2024 a etapa portuguesa da Taça da Europa. A entrada foi livre nos quatro dias.
É um cenário simbólico para a história do Mestre Fausto, porque os Campeonatos de Veteranos mostram, nas palavras da EJU, que a ligação ao judo não termina quando a carreira competitiva acaba. Aos 80 anos, o Mestre Fausto é a prova viva desse princípio.
CRONOLOGIA DE UMA VIDA NO JUDO
• 1961: começa a praticar judo, aos 15 anos, em Coimbra.
• 1966: primeiro título nacional de juniores (60 anos em 2026, segundo a EJU).
• Anos seguintes: campeão nacional de seniores, internacional júnior, sénior e universitário.
• Décadas de estágios em França e Espanha, sobretudo em França (cerca de 30 anos).
• Treinador de III Grau: atletas nos Jogos Olímpicos de 1992, 2000, 2004 e 2008 (biografia do Judo ACM).
• Fundador das associações distritais de Coimbra e de Aveiro e do Judo Clube do Algarve.
• Presidente da direção da FPJ; presidente da Comissão Nacional de Graduações.
• 2019: Medalha de Honra e Mérito Desportivo, atribuída pelo Governo.
• 2023: presidente da ACM de Coimbra há 13 anos; 9.º Dan nacional.
• 24 de outubro de 2026: certificado do 9.º Dan entregue pelo presidente da EJU, em Portimão.
Perguntas que o IPPONZITO gostaria de fazer ao Mestre Fausto
Esta reportagem fica aberta. O IPPONZITO pretende conversar com o Mestre Fausto Martins de Carvalho e dar-lhe voz própria, em entrevista, sobre os temas que a imprensa ainda não explorou:
• Como foi o processo de reconhecimento do 9.º Dan junto da IJF e que trabalhos submeteu sobre história, filosofia e cultura do judo?
• Que mestres, em Portugal e em França, mais marcaram a sua formação nos estágios de três décadas?
• Como foi construir o judo em Coimbra, em Aveiro e no Algarve quase do zero, e quem o acompanhou?
• Que atletas e treinadores formados por si mais o orgulham, dos Jogos Olímpicos de 1992 a 2008?
• O que mudou no sistema de graduações português desde que preside à comissão nacional e o que falta mudar?
• Como vê a evolução da arbitragem e o trabalho do filho Nuno na Comissão de Arbitragem da EJU?
• Que mensagem deixa aos jovens judocas e aos clubes do distrito de Santarém, incluindo os que passaram pela AJDS?
Uma ligação à AJDS e ao IPPONZITO
O percurso do Mestre Fausto cruza-se também com o distrito de Santarém. Segundo informação transmitida ao IPPONZITO, esteve inscrito na Associação de Judo do Distrito de Santarém (AJDS) através da ACM de Torres Novas. O editor do IPPONZITO, Tiago Martins, refere que o Mestre Fausto foi o seu diretor técnico, e a redação declara esse interesse por transparência.
Aos 80 anos, a vontade de continuar a aprender
Com 65 anos de prática e um grau que o coloca entre os judocas mais graduados a nível internacional, seria natural pensar que todas as ambições estavam cumpridas. O Mestre Fausto não vê assim. Diz que tenta melhorar todos os dias, dentro e fora do tatami, continuar a desenvolver-se intelectualmente, aprofundar o conhecimento da modalidade e manter a prática.
Questionado sobre a possibilidade de um dia chegar ao 10.º Dan, o grau máximo do judo, não afasta o sonho, mas sem o tratar como objetivo imediato. «Se acontecer, será uma consequência natural de como o meu percurso se desenvolver», disse à EJU. Antes de terminar, deixou uma mensagem de gratidão a todos os que fizeram parte do seu caminho e uma garantia: pode continuar a contar com ele, seja para conselhos técnicos, orientação ou um momento de amizade.
O que fica:
Sessenta e cinco anos depois de ter pisado um tatami pela primeira vez, o Mestre Fausto Martins de Carvalho mostra que o judo se mede não só pelas medalhas e pelos graus, mas pelo conhecimento partilhado, pelas pessoas inspiradas e pelo legado deixado às gerações seguintes. O IPPONZITO felicita-o por este marco histórico para o judo português.

Nota de Referência
Artigo elaborado a partir da reportagem da União Europeia de Judo (EJU) de 24 de outubro de 2026 (autor: António Costa; fotografia de Carlos Ferreira), da biografia desportiva publicada no site do Judo ACM, de uma entrevista ao Campeão das Províncias (2 de julho de 2023), de uma notícia da Rádio Regional Centro (17 de dezembro de 2019), do relatório anual da FPJ de 2025 (aprovado em assembleia geral a 28 de março de 2026) e de informação transmitida ao IPPONZITO. As citações do Mestre Fausto Martins de Carvalho foram traduzidas do inglês pelo IPPONZITO a partir do texto da EJU. Informações sobre a ligação à AJDS e à direção técnica foram transmitidas ao IPPONZITO. O parágrafo sobre a Ordem de Mérito deve ser confirmado antes da publicação.
Autor
Tiago Martins
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