Treze anos de Judo, quinze de idade: Tomás Lopes é o novo cinto preto do CJTN
Tomás Morais Lopes tinha três anos quando pisou um tatami pela primeira vez, ainda no infantário. Treze anos depois, aos 15, o cadete do Clube de Judo de Torres Novas (CJTN), na categoria -55kg, foi um dos onze atletas da região aprovados a 1º Dan nos Exames Associativos de Graduação de 26 de julho. Poucos, […]
Tomás Morais Lopes tinha três anos quando pisou um tatami pela primeira vez, ainda no infantário. Treze anos depois, aos 15, o cadete do Clube de Judo de Torres Novas (CJTN), na categoria -55kg, foi um dos onze atletas da região aprovados a 1º Dan nos Exames Associativos de Graduação de 26 de julho. Poucos, na sua idade, podem dizer que praticam a modalidade há mais tempo do que se lembram de não a praticar.
Judo desde os três anos
A história de Tomás com o Judo não teve um momento de descoberta tardia nem uma escolha ponderada, começou em 2013, com apenas três anos, como uma das atividades disponíveis no infantário que frequentava. O que começou como brincadeira tornou-se, ao longo de mais de uma década, uma presença constante na sua vida. Hoje, o que o mantém no tatami já não é a curiosidade infantil, mas “o desejo de aprender mais e obter mais resultados desportivos”.
Confiança no tatami
Ao saber que tinha sido aprovado no exame de 1º Dan, a reação foi direta: “Uma grande alegria.” Para chegar até ali, foi preciso “muito estudo e treino para aperfeiçoar” a técnica e os conhecimentos, um trabalho que, ao contrário do que seria de esperar num exame de graduação, não se traduziu em nervos à flor da pele. Pelo contrário: “Pessoalmente, senti maior confiança durante a execução das técnicas.”
Questionado sobre o que representa alcançar o cinto preto, a resposta é modesta e direta ao ponto: “mais uma conquista” no seu percurso de aprendizagem. No caminho até aqui, destaca o papel dos treinadores, dos parceiros de treino e dos pais.
Ko-uchi-makikomi e Rafaela Silva
No tatami, a técnica de eleição de Tomás é o Ko-uchi-makikomi “por conseguir aplicá-la com frequência, tanto em Randori como em Shiai”, explica. Como referência, olha para a judoca brasileira Rafaela Silva, medalhada olímpica: admira nela a resiliência e os grandes resultados desportivos conquistados ao longo da carreira.
Fora do tatami: livros e ondas
Longe do Judo, Tomás divide o tempo livre entre a leitura e o estudo e um facto que poucos no clube conhecem: gosta de surf, o desporto que escolheria experimentar se não fosse o Judo. Sobre valores, não hesita a apontar o respeito como o mais importante, dentro e fora do tatami, e resume a sua filosofia numa frase: “Cada derrota é uma aprendizagem.”
Com o cinto preto já no currículo, o objetivo para o que vem a seguir mantém-se simples e ambicioso ao mesmo tempo: continuar a evoluir.
Autor
Tiago Martins
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