Mínimo esforço, máxima efetividade”: Pedro Sardinha Costa, o novo cinto negro que já pensa no 2º Dan
Pedro Sardinha Costa, do Clube de Judo de Torres Novas (CJTN), é mais um dos onze atletas aprovados a 1º Dan pela AJDS este verão. Cadete na categoria de -90kg, tem apenas 16 anos e sete de tatami – mas já leva consigo um lema que, sem talvez saber, ecoa o próprio princípio fundador do […]
Pedro Sardinha Costa, do Clube de Judo de Torres Novas (CJTN), é mais um dos onze atletas aprovados a 1º Dan pela AJDS este verão. Cadete na categoria de -90kg, tem apenas 16 anos e sete de tatami – mas já leva consigo um lema que, sem talvez saber, ecoa o próprio princípio fundador do Judo: “mínimo esforço, máxima efetividade”.
Um amigo, um convite, sete anos de tatami
A entrada no Judo não nasceu de um plano de longa data. Pedro começou a praticar aos 9 anos, “porque um amigo andava lá e me incentivou a começar”. Sete anos depois, o que o manteve no tatami foi, sobretudo, quem o rodeou ao longo do caminho: “o apoio dos meus colegas e mestres”. São, aliás, esses mesmos colegas e treinadores que aponta como as pessoas mais importantes do seu percurso até ao cinto preto.
Confiança construída com estudo
No dia do exame de graduação, não houve espaço para grande nervosismo – pelo contrário: “senti uma maior confiança porque sabia o estudo que estava por trás e tinha decorado bem o exame”. Uma resposta que diz muito sobre a forma como encarou a preparação: com trabalho de casa feito antes de pisar o tatami.
“Feliz e recompensado”
A reação à notícia da aprovação foi direta e sem rodeios: “senti-me feliz e recompensado”. E, tal como outros colegas da mesma leva de graduação, também Pedro não encara o cinto preto como um ponto de chegada, mas como um novo início: “é um novo patamar a aprender e descobrir”.
Amizades e respeito
Questionado sobre o que o Judo lhe trouxe além da técnica, a resposta é simples e direta: “amizades”. E, de entre todos os valores da modalidade, é o respeito que elege como o mais importante na sua vida, dentro e fora do tatami. Conciliar o Judo com a escola não é, para ele, motivo de grande complicação: “cada coisa tem o seu tempo e tenho que organizar”.
Yoko-tomoe-nage e o próximo objetivo
No plano técnico, a preferência vai para o yoko-tomoe-nage, “porque consigo aplicar bem”. Fora do tatami, os tempos livres dividem-se entre estudar e estar com amigos, e se pudesse escolher outro desporto, seria o andebol. Sem rituais especiais antes de competir ou de exames, leva consigo apenas o lema que resume a sua forma de estar no Judo: “mínimo esforço, máxima efetividade”.
Com o cinto preto já conquistado, o olhar está posto no degrau seguinte: “tenho como objetivo alcançar o segundo Dan”.
Autor
Tiago Martins
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